Neoenergia: lucro cresce 27% no 3T26 com ganho não recorrente do GIC
Margem bruta sem VNR sobe 6% com volume e reajustes e o EBITDA caixa avança 12%, mas o lucro carrega R$ 292 milhões de fair value do GIC; sem equivalência patrimonial o EBITDA recua 3,8% e o lucro acumulado cai 5%.
| 3T26 | 3T25 | a/a | 2T26 | t/t | |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 12,27 | 13,49 | −9,0% | 12,57 | −2,3% |
| Lucro bruto | 3,23 | 3,43 | −5,7% | 3,51 | −7,8% |
| Margem bruta | 26,3% | 25,4% | +0,9 p.p. | 27,9% | −1,6 p.p. |
| EBITDA | 3,30 | 3,41 | −3,3% | 3,37 | −2,1% |
| Margem EBITDA | 26,9% | 25,3% | +1,6 p.p. | 26,8% | +0,1 p.p. |
| Lucro líquido | 1,19 | 0,93 | +27,6% | 0,91 | +30,4% |
| Margem líquida | 9,7% | 6,9% | +2,8 p.p. | 7,2% | +2,4 p.p. |
| LPA (R$ por ação) | 0,97 | 0,76 | +27,2% | 0,74 | +30,7% |
| ROE (12 meses) | 13,1% | 12,8% | +0,3 p.p. | 12,4% | +0,7 p.p. |
Volume, GD e reajustes sustentam a margem sem VNR
A energia distribuída cresceu 6,0%, para 19.623 GWh, e a injetada, 6,9%, para 22.857 GWh. A administração atribui o avanço a temperaturas mais altas no trimestre e à base de clientes, que subiu 2,0% para 17,2 milhões. Residencial (+9,1%) e a energia de compensação de GD (+25,4%) explicam a maior parte: a GD respondeu por 31,6% do aumento da energia injetada, cujo crescimento sem GD foi de 5,3%. Industrial ficou em +1,8%. A receita operacional líquida caiu 7%, para R$ 12.022 milhões, mas o grosso é passagem de custos de construção, que recuaram R$ 521 milhões; a margem bruta sem VNR subiu 6%, para R$ 4.518 milhões, com Elektro (+2,36% em ago/26) e Brasília (+8,3% em out/25) compensando a Parcela B negativa de Coelba, Cosern e Pernambuco em abr/26. Geração e clientes recuou 11% em margem bruta, por menor geração eólica (-15%) e desconsolidação de Dardanelos.