Usiminas: EBITDA cai 27% no 3T26 com custo maior e mineração paralisada
O CPV por tonelada subiu 2,4% e o fim do ganho de R$ 56,8 milhões com previdência no 2T26 derrubaram o resultado; ainda assim, o EBITDA ficou 29% acima do 3T25 e a empresa manteve caixa líquido de R$ 471 milhões.
| 3T26 | 3T25 | a/a | 2T26 | t/t | |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 6,20 | 6,60 | −6,1% | 6,13 | +1,2% |
| Lucro bruto | 0,64 | 0,45 | +43,9% | 0,81 | −20,3% |
| Margem bruta | 10,4% | 6,8% | +3,6 p.p. | 13,2% | −2,8 p.p. |
| EBITDA | 0,59 | 0,48 | +22,7% | 0,75 | −22,1% |
| Margem EBITDA | 9,5% | 7,3% | +2,2 p.p. | 12,3% | −2,8 p.p. |
| Lucro líquido | 0,24 | -3,50 | — | 0,43 | −43,1% |
| Margem líquida | 3,9% | -53,1% | +57,0 p.p. | 7,0% | −3,1 p.p. |
| LPA (R$ por ação) | 0,18 | -2,88 | — | 0,31 | −40,6% |
| ROE (12 meses) | 7,0% | -14,3% | +21,3 p.p. | -11,2% | +18,2 p.p. |
Custo por tonelada come a margem
O EBITDA ajustado caiu 27%, para R$ 558,0 milhões, e a margem recuou de 12,4% para 9,0%. A ponte da Siderurgia mostra a origem: o CPV consumiu R$ 107 milhões, o custo por tonelada subiu 2,4% para R$ 4.850,1 com preço praticamente estável, e receitas e despesas operacionais tiraram outros R$ 69 milhões, parcialmente compensados por R$ 32 milhões de volume. O CPV consolidado cresceu 4% (R$ 5.559,9 milhões) sobre receita de +1%, e o lucro bruto caiu 20%, para R$ 642,5 milhões, com margem de 10%. Na Mineração o EBITDA foi de R$ 19 milhões, margem de 3%, contra R$ 71 milhões no 2T26, afetado pela queda de 7,9% no preço de referência do minério, pelo frete internacional e pela paralisação temporária de uma planta. Segundo a companhia, a pressão vem de matérias-primas, insumos e energia.