Usiminas: EBITDA cai 27% no 3T26 com minério paralisado e custo maior por tonelada
Volume de aço subiu 5% e amorteceu a queda de 18% nas vendas de minério, mas o CPV por tonelada 2,4% maior levou a margem EBITDA de 12,4% para 9,0%. A empresa manteve caixa líquido de R$ 471 milhões e projeta piora moderada no 4T26.
| 3T26 | 3T25 | a/a | 2T26 | t/t | |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 6,20 | 6,60 | −6,1% | 6,13 | +1,2% |
| Lucro bruto | 0,64 | 0,45 | +43,9% | 0,81 | −20,3% |
| Margem bruta | 10,4% | 6,8% | +3,6 p.p. | 13,2% | −2,8 p.p. |
| EBITDA | 0,59 | 0,48 | +22,7% | 0,75 | −22,1% |
| Margem EBITDA | 9,5% | 7,3% | +2,2 p.p. | 12,3% | −2,8 p.p. |
| Lucro líquido | 0,24 | -3,50 | — | 0,43 | −43,1% |
| Margem líquida | 3,9% | -53,1% | +57,0 p.p. | 7,0% | −3,1 p.p. |
| LPA (R$ por ação) | 0,18 | -2,88 | — | 0,31 | −40,6% |
| ROE (12 meses) | 7,0% | -14,3% | +21,3 p.p. | -11,2% | +18,2 p.p. |
CPV por tonelada corroeu o ganho de volume
O EBITDA ajustado consolidado caiu R$ 203,3 milhões, para R$ 558,0 milhões, e a margem recuou de 12,4% para 9,0%. Na Siderurgia, o EBITDA foi de R$ 538 milhões, com margem de 10%: a abertura da companhia mostra o maior volume somando R$ 32 milhões, o custo dos produtos vendidos consumindo R$ 107 milhões e receitas e despesas operacionais outros R$ 69 milhões. O CPV por tonelada subiu 2,4%, para R$ 4.850,1, movimento que o release associa a matérias-primas, insumos e energia; as despesas de vendas da Siderurgia passaram de R$ 34 milhões para R$ 52 milhões. Na Mineração o EBITDA ajustado foi de R$ 19 milhões (margem de 3%), contra R$ 71 milhões, com preço de referência 7,9% menor e frete alto. A margem bruta consolidada caiu de 13% para 10%. Frente ao 3T25, a margem de 9,0% ainda supera os 6,6%.