Gerdau: EBITDA de R$ 3,8 bi no 3T26, maior desde 2023, puxado pela América do Norte
Preços na América do Norte levaram a margem EBITDA a 20,2%, com volumes estáveis; o contraponto é a concentração de 76,4% do EBITDA em um segmento e um ganho de R$ 243,8 milhões por remensuração que não foi excluído do lucro ajustado.
| 3T26 | 3T25 | a/a | 2T26 | t/t | |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 18,69 | 17,98 | +3,9% | 17,87 | +4,6% |
| Lucro bruto | 3,35 | 2,14 | +56,4% | 2,83 | +18,4% |
| Margem bruta | 17,9% | 11,9% | +6,0 p.p. | 15,8% | +2,1 p.p. |
| EBITDA | 3,65 | 2,60 | +40,7% | 3,25 | +12,3% |
| Margem EBITDA | 19,6% | 14,4% | +5,1 p.p. | 18,2% | +1,4 p.p. |
| Lucro líquido | 1,56 | 1,09 | +43,4% | 1,47 | +6,6% |
| Margem líquida | 8,4% | 6,1% | +2,3 p.p. | 8,2% | +0,2 p.p. |
| LPA (R$ por ação) | 0,79 | 0,54 | +45,1% | 0,74 | +6,6% |
| ROE (12 meses) | 5,1% | 5,4% | −0,3 p.p. | 4,2% | +0,9 p.p. |
Receita sobe 4,6% sem volume, sustentada por preço
Com vendas de 2,914 milhões de toneladas, praticamente iguais às do 2T26, a receita líquida de R$ 18,7 bilhões subiu 4,6% porque a receita por tonelada consolidada foi de R$ 6.414, contra R$ 6.145. A América do Norte respondeu por R$ 10,5 bilhões, 55,6% da receita, com preço médio em dólar 4,7% maior, cerca de US$ 70 por tonelada segundo a companhia, e volumes 2,5% menores, incluindo queda de 20,9% em downstream após um 2T26 forte em energia solar. No Brasil, a receita cresceu 3,9% com vendas estáveis: as exportações caíram para 172 mil toneladas e o mercado interno subiu 5,9%, com planos +18,9%; as exportações passaram a 12,7% das vendas. A América do Sul subiu 12,6% por volume no Peru. Sobre o 3T25, a receita cresceu 3,9% mesmo com volume 5,6% menor: a melhora é de preço, não de demanda.