Elektro: lucro líquido recua 18% no 3T26 com encargos de dívida maiores
Receita líquida caiu 2% com a migração do cativo para o livre e o resultado financeiro ficou R$ 19 milhões mais negativo; o EBITDA caixa ex-VNR subiu 11% e as perdas de 12 meses avançaram para 6,43%, ainda abaixo do limite de 8,38%.
| 3T26 | 3T25 | a/a | 2T26 | t/t | |
|---|---|---|---|---|---|
| Receita líquida | 2,50 | 2,61 | −4,2% | 2,46 | +1,8% |
| Lucro bruto | 0,62 | 0,62 | +1,3% | 0,57 | +9,7% |
| Margem bruta | 24,9% | 23,6% | +1,4 p.p. | 23,1% | +1,8 p.p. |
| EBITDA | 0,62 | 0,61 | +2,1% | 0,58 | +7,2% |
| Margem EBITDA | 24,9% | 23,4% | +1,6 p.p. | 23,7% | +1,3 p.p. |
| Lucro líquido | 0,16 | 0,20 | −18,4% | 0,12 | +32,2% |
| Margem líquida | 6,4% | 7,5% | −1,1 p.p. | 4,9% | +1,5 p.p. |
| LPA (R$ por ação) | 0,83 | 1,01 | −18,4% | 0,62 | +32,2% |
| ROE (12 meses) | 33,1% | 43,1% | −10,0 p.p. | 35,9% | −2,9 p.p. |
Volume maior, mas receita de rede menor com a migração ao mercado livre
A receita líquida caiu 2%, para R$ 2.449 milhões, apesar de a energia distribuída ter crescido 3,1% (5.149 GWh) e a injetada, 3,3% (5.665 GWh). O volume veio da base de 3.058 mil consumidores (+1,3%) e de temperaturas mais altas, que ajudaram residencial (+6,0%) e comercial (+6,3%), enquanto o rural recuou 6,3% com mais chuvas, segundo a companhia. O que segurou a receita foi a composição do mercado: o cativo, que carrega a receita de rede, caiu 2,0% para 2.088 GWh, e sua fatia no total recuou 2,1 ponto percentual, para 40,6%, enquanto o livre avançou 5,2%, para 2.694 GWh. O cativo industrial caiu 12,4%, para 81 GWh, movimento que sugere migração de carga para o ambiente livre. A energia de compensação de GD somou 367 GWh (+21,3%). O VNR caiu de R$ 51 milhões para R$ 1 milhão, R$ 50 milhões a menos, efeito da renovação da concessão em maio, e o reajuste de 27 de agosto (parcela B de +2,36%) só entrou parcialmente no trimestre.