Camil lucra 47,5% menos no 2T26 com receita pressionada por preços
Receita caiu 7,2% com volume 4,6% menor e preço internacional 18,3% abaixo; a margem bruta subiu 2,1 p.p. com matéria-prima mais barata, mas SG&A e juros recorrentes consumiram o ganho, e o lucro de R$ 41,3 milhões inclui R$ 31,5 milhões não recorrentes.
Receita cai por volume e preço internacional, com mix de alto valor como contraponto
A receita líquida de R$ 2.764,8 milhões caiu 7,2% no ano e subiu 3,6% frente ao 1T26, combinação de volume 4,6% menor (604,7 mil t) e preço médio implícito de R$ 4,57 por quilo, 2,7% abaixo do 2T25. A perda de volume veio do alto giro (-4,6%), que a companhia atribui à normalização do açúcar após exportações pontuais na base de comparação, e do internacional (-8,3%), com retração no Uruguai. O contraponto é o alto valor, com volume 14,1% maior e preço 20,0% maior, puxado por café e pescados. No Brasil a receita subiu 0,7% porque o preço implícito de R$ 5,37 por quilo (+3,3%) compensou o volume 2,5% menor; no internacional a receita recuou 25,1%, com preço 18,3% menor, efeito de mercado que, segundo a companhia, atinge toda a cadeia de arroz na América Latina.